Rua da Junqueira - (2013) Foto de APS (O antigo "Palácio Burnay" na "Rua da Junqueira" actualmente) inARQUIVO/APS
Rua da Junqueira - (século XIX) Autor da foto não identificado (O "Palácio Burnay" com a frente virada para a "Rua da Junqueira" no final do século XIX) (Abre em tamanho grande) in AFML
Rua da Junqueira - (1945) Foto de André Salgado ( O "Palácio Burnay" fachada Sul na "Rua da Junqueira" número 86, nos anos quarenta do século XX) inAFML
Rua da Junqueira- (c. de 1907) Foto de Joshua Benoliel (O "Palácio Burnay" decorado com bandeiras e colchas na "Rua da Junqueira")(Abre em tamanho grande) in AFML
Rua da Junqueira - (c. de 1907) Foto de Joshua Benoliel (Pormenor da fachada central do "Palácio Burnay" na "Rua da Junqueira" ) (A foto abre em tamanho grande) inAFML
Rua da Junqueira - (finais do séc. XIX) (A chegada da palmeira ao "Palácio do Conde Burnay" na "Rua da Junqueira", foram necessárias oito juntas de bois e uns quantos homens, que ordenados entre si, fizeram deslocar a palmeira sobre um carro improvisado. Um sistema complexo, mantendo-a na vertical durante a viagem) inPROVAS ORIGINAIS (1858-1910) - CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
(CONTINUAÇÃO) - RUA DA JUNQUEIRA [ V ]
«O PALÁCIO BURNAY OU PALÁCIO DOS PATRIARCAS ( 1 )»
O «PALÁCIO BURNAY" no número 86 da "RUA DA JUNQUEIRA" que depois de 1940 albergou diversos organismos. Uma parte dos seus jardins está ocupada por modernos edifícios que pertencem ao "INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL".
Esta Palácio no século XVIII, foi também conhecido pelo "Palácio dos Patriarcas".
O Palácio teve o seu fundamento nas casas nobres que "D. JOSÉ CÉSAR DE MENESES", irmão do primeiro "CONDE DE SABUGOSA", "PRINCIPAL DE LISBOA", ali fez erguer depois de 1701 em terrenos aforados por "D. JOÃO SALDANHA E ALBUQUERQUE". Em 1734, o palácio encontrava-se rodeado de lindos jardins. Depois do terramoto de 1755, foi vendido ao PATRIARCADO DE LISBOA para residência de Verão dos prelados e a ele ligaram o seu nome "D. FRANCISCO DE SALDANHA", "D. FERNANDO DE SOUSA E SILVA" e "D. JOSÉ FRANCISCO DE MENDONÇA". Em 1818 funcionou no palácio o seminário de "S. JOÃO BAPTISTA".
Na primeira metade do século XIX, um capitalista apelidado de (MONTE CRISTO) "MANUEL ANTÓNIO DA FONSECA" homem muito rico e excêntrico - que chegava a beber chá por taças de ouro - tornou-se dono do palácio e fez-lhe inúmeras alterações, quer externas como interiormente.
A partir de 1865, o edifício voltou a mudar de proprietário, tendo sido comprado por "D. SEBASTIÃO DE BOURBOM", filho da princesa da BEIRA, "D. MARIA TERESA DE BRAGANÇA" e do INFANTE DE ESPANHA, "D. PEDRO CARLOS DE BOURBOM". Morou nele, também, o EMBAIXADOR DE ESPANHA, "D. ALEJANDRO DE CASTRO".
No último quartel do mesmo século foi vendido a «HENRIQUE DE BURNAY», uma figura distinta da sociedade financeira portuguesa. Filho do médico "DR. HENRIQUE BRUNAY", de origem BELGA, e irmão do professor, médico também, "EDUARDO BURNAY", académico e jornalista.
O banqueiro «HENRIQUE BURNAY", que o enriqueceu com belas decorações e mobiliário. A partir de 1895 dois italianos "CARLO GROSSI" pintor e "PAOLO SOZZI" escultor, trabalharam na decoração dos interiores. Ambos residentes em MILÃO, foram contratados pelo "CONDE DE BURNAY" para trabalharem na reconstrução deste palácio, onde se deram grandes festas famosas. Em 1936, ficando viúva a Condessa de BURNAY, "D AMÉLIA KRUS", devido a partilhas foi o palácio vendido e o recheio leiloado, tendo os seus interiores ficado destroçados.
Em 1940 o palácio foi adquirido pelo ESTADO, para o "MINISTÉRIO DAS COLÓNIAS", sujeitando-o a obras sob a orientação da "DIRECÇÃO GERAL DOS EDIFÍCIOS E MONUMENTOS NACIONAIS".
Após a conclusão em 1942 das principais obras de restauro das salas, o edifício serviu de residência do general "CONDE DE JORDANA", então "MINISTRO DOS ESTRANGEIROSDO GOVERNO ESPANHOL" e sua comitiva.
Em 1944 estiveram ali instalados o "CONSELHO SUPERIOR DO IMPÉRIO COLONIAL", o "CONSELHO TÉCNICO DE FOMENTO COLONIAL", a "JUNTA DAS MISSÕES GEOGRÁFICAS" e a "INSPECÇÃO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO COLONIAL".
(CONTINUA)-(PRÓXIMO)«RUA DA JUNQUEIRA [ VI ]-O PALÁCIO BURNAY OU PALÁCIO DOS PATRIARCAS ( 2 )».